E ultimamente tenho pensado sobre o que quero ser
O que queria sentir
E o que realmente sinto.
E chega a ser cômico as mil sensações que invadem meu corpo.
A vontade de ter tudo o que me causa felicidade por perto, e o querer da companhia da solidão.
O desejo de ter você, e o receio que persegue meu coração por abrir mão de uma independência só minha.
A ânsia em tê-lo e o pesar por estar fazendo isso comigo.
Tudo se torna um ciclo.
E assim continuo,
Prisioneira do minha própria autonomia
Buscando evitar um confronto com a indecisão.
E hoje já não sou mais a garota que você deixou para trás. Já não há sequer nenhum resquício seu arruinando meu coração. Nada aqui que pertença à você. Só resta o incômodo da perda. A dúvida pelo futuro inexistente. O temor por me deparar com a sua presença. Só espero que essas sejam as últimas coisas que eu tenha que me preocupar à seu respeito. Que todo sonho que desorienta as minhas noites sumam de uma vez. Que o seu nome se apague em alguma ocasião. E que eu siga não sendo a mesma garota.
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