E por um instante,
Um mísero instante,
Houve reciprocidade.
Houve uma chama.
Houve amor.
Mas o medo intrínseco no seu coração fez com que tudo tivesse fim.
Que as palavras não ditas fossem jogadas ao vento,
Que cada afago fosse esquecido ao caminhar,
Que cada olhar fosse se esvaindo,
Deixando que o que restasse fosse apenas dor.
Tudo isso por um medo sem razão.
Por receio de sofrer em demasia.
Por não querer deixar de viver um momento de prazer.
Pelo simples fato de destruir algo que você nunca teve, mas temia,
O tão sonhado amor.
E hoje já não sou mais a garota que você deixou para trás. Já não há sequer nenhum resquício seu arruinando meu coração. Nada aqui que pertença à você. Só resta o incômodo da perda. A dúvida pelo futuro inexistente. O temor por me deparar com a sua presença. Só espero que essas sejam as últimas coisas que eu tenha que me preocupar à seu respeito. Que todo sonho que desorienta as minhas noites sumam de uma vez. Que o seu nome se apague em alguma ocasião. E que eu siga não sendo a mesma garota.
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