E enquanto aos poucos sua boca vai tocando a minha, e sua mão toma conta de todo o meu corpo, cada músculo dele se atrofia de desejo e queima silenciosamente diante da luz de velas que decaem e escorrem pelo chão do meu quarto fazendo com que todo o calor inserido no mesmo ambiente se esvaia.
E por um instante, Um mísero instante, Houve reciprocidade. Houve uma chama. Houve amor. Mas o medo intrínseco no seu coração fez com que tudo tivesse fim. Que as palavras não ditas fossem jogadas ao vento, Que cada afago fosse esquecido ao caminhar, Que cada olhar fosse se esvaindo, Deixando que o que restasse fosse apenas dor. Tudo isso por um medo sem razão. Por receio de sofrer em demasia. Por não querer deixar de viver um momento de prazer. Pelo simples fato de destruir algo que você nunca teve, mas temia, O tão sonhado amor.
Comentários
Postar um comentário